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Quando o trabalho adoece a alma

“O inferno são os outros” – Jean-Paul Sartre

Você já sentiu que o simples ato de levantar da cama para mais um dia de trabalho exige um esforço que parece desumano? Já teve a sensação de estar sempre cansado, mesmo depois de dormir? E aquela angústia que insiste em acompanhar você mesmo nos momentos em que “era pra estar tudo bem”? Se alguma dessas perguntas lhe tocou, este texto é pra você.

Vivemos tempos em que a dor emocional tem se tornado uma companhia frequente, e o mais preocupante: silenciosa. Os dados não mentem. Só em 2024, mais de 472 mil brasileiros se afastaram do trabalho por ansiedade e depressão. Um salto de 68% em relação ao ano anterior. Esses números não são frios. São vozes. São histórias. E podem, inclusive, ser a sua.

Talvez você já tenha se perguntado: “Mas por que tanta gente está adoecendo agora?” E eu devolvo: será mesmo “agora”? Ou será que só agora estamos admitindo o que já nos consumia há muito tempo?

Jean-Paul Sartre disse certa vez que “O inferno são os outros.” Essa frase provoca, incomoda, e por isso mesmo merece ser revisitada. Não no sentido de culpar o outro, mas de entender como os ambientes que habitamos – trabalho, família, redes sociais – podem nos atravessar de formas que nos ferem. Pense no seu ambiente de trabalho. Ele lhe inspira ou lhe esgota? O trabalho lhe acolhe ou lhe pressiona? Ou ainda: lhe escuta ou só lhe cobra?

Veja: não estou dizendo que o trabalho é o vilão. Trabalhar, para muitos, é fonte de sentido, de pertencimento. Mas o problema é quando esse espaço se transforma num lugar onde precisamos deixar nossa humanidade do lado de fora. Onde o sofrimento é visto como fraqueza, a pausa como preguiça, o silêncio como desinteresse.

E sabe o que é ainda mais cruel? A maioria das pessoas tenta resistir sozinha. Toma um café mais forte, um remédio sem receita, empurra o corpo até o fim do dia. Até que o corpo… para. A mente… quebra. E então vem o afastamento, muitas vezes com culpa, como se fosse um fracasso pessoal, quando na verdade é um limite humano.

Você conhece alguém que está vivendo assim? Ou, quem sabe, você mesmo esteja nesse ponto? Se sim, respire. Você não está só. Isso tem nome, tem explicação, e sim, tem cuidado. Eu tenho visto, especialmente entre mulheres, que somam mais de 64% dos afastamentos, esse padrão de esgotamento. Mulheres em média com 41 anos, que são mães, esposas, profissionais, cuidadoras. Mulheres que cuidam de tudo… menos de si.

E aqui eu lhe faço um convite: e se a gente começasse a mudar isso? Não de forma mágica, não com promessas vazias, mas com consciência e estratégia. No Instituto InovaMente, por exemplo, desenvolvemos um plano de acompanhamento que olha para a pessoa como um todo: corpo, mente, história, contexto. Porque ninguém adoece só por “química cerebral”. A vida pesa. E é preciso um cuidado que esteja à altura desse peso.

O que você pode fazer hoje, agora, por você? Talvez conversar com alguém de confiança. Marcar aquela consulta médica que tem adiado. Dizer “não” para algo que lhe violenta. Dormir um pouco mais. Ou apenas reconhecer: “Eu não estou bem”. Já é um começo.

E voltando à epígrafe: se é verdade que “o inferno são os outros”, também é verdade que o outro pode ser a saída. Um outro que escuta. Que não julga. Que caminha com você. Pode ser um amigo, um terapeuta, um médico, ou esse texto que você está lendo agora. A dor não precisa ser solitária. E o caminho da cura começa quando você decide que merece mais do que apenas sobreviver.

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