“O primeiro passo em direção a uma mudança de consciência é admitir que estamos errados” Carl Jung
Esquecimentos frequentes. Dificuldade de concentração. Sono entrecortado. Libido ausente. Irritabilidade crescente. Mucosas secas. Unhas fracas. Cabelos que caem. Pele opaca. Maridos em fuga emocional. Autoestima derretida. Sim, o climatério e a menopausa sequestram o corpo, a mente e a alma de milhões de mulheres — e muitas continuam ouvindo, em silêncio, que “é normal da idade”, “tem que se conformar”, “toda mulher passa por isso”.
Querida leitora,
Hoje dirijo-me especialmente a você — mulher que vive ou está prestes a viver o momento profundo e transformador da menopausa ou do climatério. Mulher que por tantos anos foi contida, silenciada, colocada em espera, relegada à resignação de sintomas que impactam o sono, o humor, o desejo, a pele, os cabelos e a vitalidade. Eu, como médica humanista e pesquisadora, digo: basta desse castigo.
E trago hoje uma boa notícia. Das históricas. No dia 10 de novembro de 2025, o FDA (órgão que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos) anunciou o início da remoção das advertências de alto risco — conhecidas como black box warnings — dos medicamentos de reposição hormonal usados na menopausa. Essas advertências estavam em vigor desde 2003, quando um estudo impreciso e mal interpretado, o WHI (Women’s Health Initiative), disseminou medo e desinformação sobre o risco de câncer, trombose e AVC associados ao uso dos hormônios.
O resultado dessa política baseada no medo foi uma queda brutal no uso da terapia: de uma em cada quatro mulheres em 1999 para menos de uma em cada vinte hoje. Estima-se que mais de 50 milhões de mulheres tenham sido afastadas de um tratamento seguro, eficaz e profundamente restaurador. A consequência? Uma geração inteira vivendo sem hormônios, sem energia e com sofrimento que poderia ter sido evitado.
A boa notícia? A verdade científica finalmente venceu a histeria institucional. As estatísticas agora falam alto, e com clareza: quando iniciada de forma responsável, nos primeiros 10 anos após a última menstruação ou antes dos 60 anos, a reposição hormonal pode:
— Reduzir em até 50% o risco de doenças cardiovasculares e morte associada.
— Diminuir em 35% o risco de Alzheimer.
— Prevenir entre 50% a 60% das fraturas ósseas.
— Melhorar o sono, a clareza mental, o humor, a libido e a qualidade de vida como um todo.
— Reduzir a mortalidade geral e, segundo alguns estudos, até prolongar a vida em até 10 anos.
Não, minha querida, você não está exagerando ao se sentir esquecida, desanimada, quebrada por dentro. Nem é só psicológico. É biológico, é químico, é cerebral. E, agora, é também social e político: a retirada da advertência máxima do FDA é um grito de liberdade para milhões de mulheres que foram condenadas a viver a metade final de suas vidas como se fossem versões pálidas de si mesmas.
E aqui voltamos à epígrafe que abre este texto. Jung, com sua precisão da alma, nos lembra: “O primeiro passo em direção a uma mudança de consciência é admitir que estamos errados”.
O sistema médico errou. A ciência errou. A mídia errou. O medo institucionalizou um sofrimento desnecessário. E agora, ao reconhecer isso, abrimos espaço para um novo paradigma — aquele que reconhece a potência da mulher madura, que não se cala, que não se resigna, que não aceita viver sem vitalidade.
Sim, é preciso cuidado. Sim, é necessário acompanhamento sério, como oferecemos no Instituto InovaMente, com base em ciência, nutrição, bioquímica cerebral, exames genéticos e avaliação integrada da saúde mental. Mas não é mais aceitável calar essa conversa. A hora de florescer de novo é agora.
Se você sente que esse texto falou com você — ou com aquela paciente que entra nos nossos consultórios pedindo socorro em forma de irritação ou cansaço —, saiba que existe um caminho. Não é fácil. Não é mágico. Mas é libertador. Afinal, quem disse que menopausa precisa rimar com decadência?
A medicina finalmente começa a nos devolver o que sempre foi nosso: dignidade, saúde, desejo e plenitude. A decisão está nas suas mãos. Porque viver metade da vida sem hormônio… não é destino, é negligência. E agora, finalmente, o castigo está sendo revogado.
Com admiração e esperança, despeço-me de vocês.
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