O objetivo do estudo foi investigar a relação entre a prática de atividades físicas e a saúde mental em pessoas com mais de 40 anos residentes em Aracaju, Sergipe. Trata-se de um estudo exploratório, transversal e quantitativo, conduzido com participantes recrutados em academias de musculação, programas públicos de exercícios e centros de hidroginástica. A saúde mental foi avaliada por meio do Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), e os dados sociodemográficos e de prática esportiva foram obtidos por questionários estruturados. Foram analisados 131 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (73%), com idade média inferior a 60 anos e renda inferior a cinco salários-mínimos (44%). Entre os participantes, 12,9% apresentaram sofrimento mental (SRQ-20 ≥ 7), sendo mais frequente em mulheres, indivíduos de menor renda e aqueles que não praticavam musculação, Pilates ou hidroginástica. Não foi observada diferença estatisticamente significativa na saúde mental entre as modalidades analisadas, porém indivíduos que não praticavam nenhuma dessas atividades apresentaram níveis significativamente maiores de sofrimento psíquico (p < 0,001). Além disso, participantes com sofrimento mental relataram maior uso de psicofármacos e maior necessidade percebida de psicoterapia. Conclui-se que, embora nenhuma modalidade esportiva tenha se mostrado superior na promoção da saúde mental, a prática de atividades físicas em geral esteve associada a menores níveis de sofrimento psíquico, reforçando a importância da atividade física como estratégia para a promoção do bem-estar mental em adultos e idosos.
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