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Publicação em Revista

O médico e a comunicação de notícias difíceis

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O médico e a comunicação de notícias difíceis

A comunicação de notícias difíceis é essencial na prática médica, especialmente em situações de adoecimento grave, cuidados paliativos e fim de vida, pois envolve dimensões técnicas, éticas, emocionais e relacionais.

Com o objetivo de compreender as vivências, estratégias e desafios relatados por médicos diante dessa prática, foi realizada uma pesquisa qualitativa, compreensiva e exploratória em um hospital público de referência em Aracaju (SE), com a participação de dez médicos de diferentes áreas assistenciais.

Os dados foram produzidos por meio de entrevistas com pergunta disparadora e diário de campo reflexivo. Após a leitura das transcrições, foram identificados núcleos de sentido, organizados em quatro eixos temáticos:

  1. Como fica a esperança? A difícil tarefa em comunicar notícias difíceis.
  2. O preparo e o improviso: formação, estratégias e condições para comunicar.
  3. Diante do sofrimento e da finitude: limites éticos, emocionais e existenciais do cuidado.
  4. Cuidar do outro e cuidar de si: autocuidado e sustentação emocional do profissional.

Os resultados evidenciaram tensões entre o dever de comunicar a verdade e a preservação da esperança, lacunas na formação médica, necessidade de preparo, lapidar a escuta e condições institucionais adequadas, além do impacto emocional dessa prática sobre os profissionais.

Conclui-se que a comunicação de notícias difíceis deve ser reconhecida como competência clínica fundamental e como forma de cuidado.

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